"Final de tarde. Sexta-feira.
Na sala, meio
sentada, meio deitada no sofá, respiro o silêncio da casa e olho
através das janelas o final de tarde cinzento. O dia foi de quase sempre
chuva, algumas nuvens se abriram com a tarde, mas não houve sol. Agora o
dia está indo embora, dando lugar a um cinzento cada vez mais escuro
que se transformará em noite fechada.
Quando cheguei do trabalho estava exausta, tomei um banho rápido,
enfiei uma simples t-shirt de alças e umas calças de fato treino, sem
mais nada. Tenho o corpo quase solto debaixo desta roupa. Estou
relaxando, não apetece fazer o jantar... estou pensando que há pouco, ao
telefone, me disseste que, inexplicavelmente, também não estavas com
fome... Faremos umas sandes se assim entendermos mais tarde. Até
poderemos beber um bom vinho, escolhido por ti a acompanhá-las. Ou, se
preferires, bebemos só o vinho! :)
E estava eu aqui perdida por estes pensamentos de pura gula, quando
ouvi a porta abrir-se. És tu chegando do trabalho. Eu espreitei e o meu
olhar cruzou-se com o teu: "olá, lindo!" "olá, querida!" desapertaste
os sapatos e descalçaste-te. Tiraste o casaco e penduraste-o no
bengaleiro da entrada.
Enquanto caminhavas em direção a mim, foste-te espreguiçando, esticando o corpo.
Enquanto
isso, eu deitei-me no sofá... Chegaste ao pé de mim, ajoelhaste-te no
chão e deste-me um beijo na testa, depois no rosto, e só depois, muito
de leve me beijaste os lábios. E sorriste!
Perguntei se querias deitar comigo ali ou se preferias ir ao
banho.. respondeste-me: "vem deitar-te comigo mas na banheira..." e
deste-me a mão, puxaste-me o suficiente para me fazeres levantar e
levaste-me até á casa de banho.
A casa de banho é um espaço muito acolhedor. Amplo, de cores muito
claras, contrastando com pequenos apontamentos de cor laranja. Tem um ar
muito fresco, muito airoso, também pela janela grande que lhe dá uma
sensação de prolongamento para fora. Aproximei-me da janela e baixei o
estore de palha. Como a tarde está escura, acendemos a luz, mas ficámos
pela meia luz apenas, que, com as velas que eu já tinha tido o cuidado
de acender anteriormente, conferiram um brilho especial ao espaço. Que
ambiente acolhedor, aconchegante.
Pusemos os pés descalços no tapete macio, de cor
tijolo, abraçámo-nos e beijámo-nos... num beijo húmido, muito húmido...
Eu tomei a iniciativa de enfiar as minhas mãos pelo teu pólo adentro, e
puxei até to tirar. Segui a direção do botão das tuas calças, desapertei
o cinto, desabotoei as calças e dei-lhes um empurrão para que caíssem
ao chão. Ainda não te olhei, mas sei que te restam apenas os boxers.
Encostei-me ainda mais a ti e senti o "enchumaço" que o teu tesão e as
tuas bolinhas já estão fazendo. Senti-me excitar de uma forma
acentuada... Deslizei por ti abaixo e os meus braços esticaram-se para
te soltarem os pés das calças que os travava. E ao fazer a viagem de
regresso à tua boca, não consegui passar indiferente pelo teu tesão!
Puxei os boxers um pouco para baixo e o teu pénis saltou como louco cá
pra fora. Procurei a tua cabecinha e dei-lhe um beijo... e outro... e
muito calmamente, mais outro... e lambi-a. Como se isso fosse possível,
tentei quase entrar por ti adentro com a ponta da minha língua. Tu
gemeste, estremeceste. Eu abanei a cabeça incrédula com tamanho prazer
num ato tão simples. E retirei-te os boxers completamente. Tenho o teu
corpo selvagem, me chamando, nu, na minha frente. Tenho cada curva tua
pedindo que a beije. Levantei-me e enquanto o fazia as tuas mãos
procuraram a minha t-shirt e fizeram-na soltar. Os meus peitos saltaram
desprendendo-se da única peça que os protegia. Muito carinhosamente
tocaste-os com as tuas mãos e levaste-os à tua boca para os beijares. E
beijaste. De seguida soltaste-os e fizeste as tuas mãos deslizarem pelas
minhas costas, entrarem nas minhas calças, apalparem-me o cu, porque
não havia cuequinhas, puxarem-me para ti, e me prensarem no teu corpo.
Saboreaste esse momento por breves segundos, porque rapidamente desceste
por mim abaixo e tiraste-me as calças do fato de treino. Agora sim,
estamos os dois nus. Olhamo-nos um ao outro, em jeito de contemplação
mútua de corpos. Corpo de Mulher... Corpo de Homem... Ambos tão belos!
Que belos se encaixam. Senti-me quase desprotegida assim... :) Talvez
por isso, me tenha chegado à banheira, abri a água, fechei a banheira e
deixei-a começar a encher. Quando voltei a ti tu estavas com aquela
postura de mão na boca a observar-me... como se fosse a 1ª vez que me
vês nua... Eu sorri. Tu sorriste. Agarrei-te, abracei-te, besuntei a
minha pele na tua, para que ambas se misturassem muito, muito, muito... e
tu correspondeste daquele jeitinho maravilhoso que quase me faz
misturar completamente em ti. Sensação maravilhosa de ser tua. De estar
nas tuas mãos. Nos teus braços. E a água vai caindo...ouve-se o
borbulhar. Esta banheira é fantástica. Estou ansiosa por mergulhar ali
contigo. Como é grande, demora a encher. E como tal, demos asas ao
desejo e deixámo-nos levar pelo encantamento um do outro... entre
beijos, toques, abraços, sussurros, palavras doces, fomos nos amando,
acariciando um ao outro ali mesmo de pé. Até que te empurrei e te
sentaste num banco largo, de 2 lugares que temos num dos cantinhos. Eu
sentei-me no teu colo virada para ti. Procurei a melhor posição para o
teu pénis ficar bem no meio das minhas pernas, prontinho a entrar em
mim! O teu tesão está tão forte, tão duro. A minha vagina está tão
molhadinha chamando-o. E é assim que presa com os meus braços ao teu
pescoço e as pernas te abraçando na cintura, as tuas mãos me guiam as
ancas, pressionam o meu corpo no teu, e te fazem deslizar para dentro de
mim! "AAAhhhhhhhhh" gememos os dois! E entrámos assim numa dança a dois
fabulosa... Eu ia te fazendo entrar e quase sair de mim, num jogo de
movimentos ora calmos, ora bravos e loucos... que excitação! Sentia-me
tão excitada, sentia-me abrir cada vez mais para ti. Será possível? E o
teu tesão parecia cada vez mais me penetrar fundo, fundo, e mais
fundo... e mais fundo... Eu soltei os meus braços de ti, tu seguraste-me
pelas costas e reclinei-me para trás. O meu corpo ficou mais estendido a
teus olhos, as minhas mamas abriram-se, a minha pele esticou, e a minha
posição levou-te a tocares-me algures dentro de mim duma forma muito
especial... Ambos sentimos esse momento porque ambos estremecemos por
isso. Que recanto é este?
"Que Mulher louca tu és" disseste-me.
"Só porque me perco na tua loucura..." respondi-te.
"Enlouquece mais, Amor... mais... mais... mais..." provocaste-me, enquanto me possuías com mais força ainda.
E eu entrava noutra dimensão... e levava-te comigo ao prazer estonteante que é fazer Amor contigo... Que ritmo...
Não
parava de dançar em ti, não párava de me abrir mais para ti, de te
fazer chegar ao fundinho mais fundinho de mim... O teu rosto está ao
rubro. O meu está semelhante. Bastou olhar o espelho ali ao lado. Ainda
nem tínhamos pensado nele. Rimo-nos porque olhamo-lo ao mesmo tempo e
com a mesma sintonia olhamo-nos um ao outro. Voltámos a olhar o espelho
retangular na vertical que existe na parede do fundo, quase de alto a
baixo. E vimos os nossos corpos ali refletidos, já bem suados. O
contorno dos corpos, o encaixe, formam um quadro lindo! Continuámos a
nossa dança... possuindo-nos mais e mais... A banheira está quase cheia,
quase quase...
Fomo-nos misturando mais ainda, e entre palavras de provocação, de
tesão, de loucura, de prazer, eu perdi-me, alheei-me, viajei, soltei-me e
quase te gritei: "Amor, eu vou me vir!"
Vi as tuas pupilas se
dilatar, os teus olhos cravar os meus, o teu rosto ficou mais marcado
em cada contorno e eu li nele que me ias acompanhar ... o teu leitinho
vai ferver com o meu... Questão de segundos, porque ambos gememos e
soltámos expressões de puro prazer de um orgasmo!
"Aahhhh , Aahhh!! não páres, não páres..." pedia-te eu...
E
tu não paraste... e eu sentia me inundar por dentro, numa onda de calor
que me molhou, me escaldou... Tu soltaste todo o teu leite dentro da
minha coninha e eu misturei-o com o meu... Os nossos corpos ficaram
colados, sentindo esta brasa dentro de mim.
"Não saias de mim. Fica para sempre aí." disse-te eu sorrindo nos
lábios e no olhar, com um brilho que se misturava com o que vinha de ti.
Os
nossos corpos começavam a serenar... Deixámo-nos ali, eu sentada no teu
colo, tu ainda dentro de mim, abraçados, saboreando aquele momento.
Como a banheira já está cheia, tivemos que, entre carícias, nos
desencaixar... Saíste de mim com a mesma doçura com que entraste. :)
És lindo.
Afastei-me de ti, com o corpo meio a tremer ainda e dirigi-me à torneira e fechei-a.
Voltei a ti, ainda sentado no banco, baixei-me, beijei-te na boca e puxei-te pela mão para a água.
A
banheira é tão espaçosa, foi uma ideia fabulosa esta aquisição para a
casa. Podemos estar os dois perfeitamente lado a lado na água...
Entrei primeiro eu e deixei o corpo mergulhar até ficar
completamente submersa... voltei à tona e sentia o cabelo escorrer por
mim abaixo.
Tu entraste de seguida e fizeste o mesmo que eu.
Depois chegaste-te a mim, fizeste passar o teu braço pelo meu pescoço e
eu fiquei assim, muito encostadinha a ti, abraçados, muito bem
abraçados. Deste-me um beijo na testa e disseste-me "Adoro-te". Ouviste
de imediato a resposta. "E eu a ti."
Fechamos ambos olhos, como que interiorizando todo aquele momento...
Quando
voltámos a abri-los, sorrimos, eu fiz-te cócegas no meio das pernas, no
teu pénis já descontraído e nas tuas bolas e tu começaste a rir.
Eu ri-me contigo.
E fomos brincando um com o outro, multiplicando a alegria e felicidade que é Amar assim."
(A.C.)


